
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Conclusão.

sábado, 7 de janeiro de 2012
Assim.

domingo, 25 de dezembro de 2011
Nãos Verbais.
Não chegue,
Não fale,
Não pinte,
Não desafie,
Não jogue,
Não pergunte,
Não provoque,
Não insinue,
Não dificulte,
Não beije,
Não brinque,
Não suponha,
Não duvide,
Não fraqueje,
Não deixe,
Não entre,
Não confunda,
Não transborde,
Não segure,
Não ouse,
Não queira,
Não silencie,
Não bagunce,
Não volte,
Não durma,
Não guarde,
Não lute,
Não ouça,
Não toque,
Não justifique.
Mentira!
Só não tenha medo da tempestade.
sábado, 17 de dezembro de 2011
De Malas Prontas.

sábado, 26 de novembro de 2011
Não É Nada.

- Ontem cantei loucamente no Acervo as músicas do Lobão. Tô ouvindo aqui...
- Imagino, ó!
- Não imagina mesmo.
- Tá. Imagino não.
- Vália. ¬¬
- Ora... Eu disse que imaginava e tu disse que não.
- Tu desiste muito fácil. Nã!
- Quem disse que eu desisti de você?
- (risos) Eu me referia a desistir de argumentar.
- Ah...
Continuei rindo.
A gente inespera porque é mais fácil e desacredita por conveniência. Mas a possibilidade encara a falta de fé como um desafio.
E digo que não é nada, pois, é só para o que estou pronta.
domingo, 20 de novembro de 2011
Realidade.

domingo, 23 de outubro de 2011
Quando Eu Peço.

domingo, 25 de setembro de 2011
As Três Dizem.

domingo, 18 de setembro de 2011
Borboletas Disfarçadas.

Oito e tanto da noite, em alguma parada da Avenida Santos Dumont, um senhor de seus quase 80 anos entra no ônibus e senta ao meu lado.
- Deve ser difícil lavar a louça com essas unhas...
- Não é não. Lavo todos os dias.
- É a empresa que pede?
- Não. Eu mesma que gosto assim.
- É muito bonito. Deixa a mulher elegante...
- Obrigada.
- A senhora é casada?
- Não. Solteira.
- Então é senhorita. (risos)
- Ainda tenho muita coisa a fazer antes de casar... Estudar, viajar e trabalhar muito.
- Você está certa. Quando eu casei, tinha acabado de abrir meu comércio e consegui criar meus filhos. O mais novo faz Odontologia...
- Poxa, que legal. Parabéns. Deve ser uma satisfação para o senhor.
- É sim. Alegria da minha vida. É um rapaz muito gentil.
- Gentileza é uma coisa em falta nos dias de hoje. Então, o senhor educou bem seu filho.
O ônibus chega ao terminal e demora tempo suficiente para as últimas sílabas de uma conversa que terminou com uma despedida apressada. Fui então, presenteada com as seguintes palavras:
- Sorte na vida mocinha. Você é doce e merece o mesmo dela. Deus te proteja. Boa Noite.
Respondi com um Obrigada sorridente e um boa noite ligeiro, pois cada um tinha a pressa de seguir seu destino. Ao chegar em casa, transcrevi esta conversa. Passei dias pensando sobre a magia desse encontro. Como não acreditar que coisas extraordinárias possam acontecer? Deus nos presenteia com isso todos os dias e quase nunca damos valor. Essas são as bobagens significativas que tornam meus dias felizes e motivam o tal do Carpe Diem. A Felicidade nos é dada a prestação, diluída em gestos suaves, paisagens imaginadas, sorrisos inesperados, palavras adocicadas pela sinceridade do impulso, na capacidade de ouvir bobagens por horas, na beleza da respiração ofegante, no colorido papel de bombom, na turbulência da insônia, nas notas inseguras do violão e até no medo de ser feliz, de tentar ser feliz. A Felicidade assusta, mas é tão melhor enfrentá-la. Desconstruí-la em pequenas alegrias é o segredo de fazê-la sempre companheira. Então, aos poucos vou montando meu castelo de pequenos prazeres, borboletas disfarçadas da satisfação diária de viver.
domingo, 4 de setembro de 2011
Uma Simples Pergunta.
Perguntaram-me esses dias como anda a minha vida amorosa. Demorei a responder por não ter realmente o que dizer. Imediatamente pensei em “Não anda!, Que vida amorosa?” Até porque havia tanto tempo que palavras como “amor, relacionamento, ficar, paquera...” não circundavam meus pensamentos que, para encher o espaço da resposta que a pergunta merecia, eu fiz outra pergunta e logo em seguida, respondi: “Se eu tô apaixonada? Não.” O motivo da inércia? Boa pergunta. Talvez eu não queira mesmo, ou simplesmente não tenha acontecido. Talvez tenha acostumado a ficar só, o que não significa solidão.
A gente vai passando pelo cotidiano e não percebe se certas coisas nos fazem falta ou se realmente deixaram de ter determinada importância. Comecei então a me questionar sobre as últimas vivências dentro deste campo (que nem foram tantas) e sobre o que isso significa. Um relacionamento amoroso talvez seja duas pessoas diferentes tendo paciência para se descobrirem ou duas pessoas semelhantes juntas para descobrirem algo diferente. Fato é que mesmo com a possibilidade do encontro desses seres, fazer os laços acontecerem e permanecerem, não é fácil. Há um exercício de paciência embutido. É como se a outra pessoa fosse o mapa e o tesouro, e você o desbravador, aquele que aos poucos desvenda a imensidão do que o outro é e pode vir a ser. E tudo isso vice-versa.
Alguns têm disposição para encarar o processo da conquista, praticar o ensaiado ritual platônico, um ritmo que pede aquele flerte não disfarçado, mas já esperado. Já outros levam tudo isso num desinteresse, num Let it be, como se não importasse. Mas na verdade é uma despretensão fingida que esconde expectativas, dúvidas, pequenas loucuras da ansiedade. As teorias sobre relacionamento são sempre mais exatas e obstinadas que a prática. No final das contas ninguém está sobre o controle das emoções. O que podemos fazer, no máximo, é permitir que elas cresçam ou não, aproximem-se mais rápido ou não. Tudo isso em nome da rotina do estar junto nem que seja por um dia ou por cinquenta anos.
Foi preciso uma pergunta simples e corriqueira para perceber que mesmo sem querer, por comodidade, por falta de traquejo ou por ‘esquecimento’, trechos do instante seguinte das nossas vidas vão se perdendo por que desaprendemos a enxergar outras pessoas, coisas e sentimentos. Não perdi a minha sensibilidade para o que me cerca, apenas esqueci que ela faz toda a diferença na vida. É hora de reaprender a sentir sem depender de planos, em meio a tantos sentidos sem nenhum sentido, num passo de cada vez (para nada ou para qualquer coisa), por que apesar de muros e convicções, há o amor e toda a breguice que ele nos permite sustentar.

